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Hábito

Hábito

 

            (...) Sabe-se que quanto mais um movimento se repete ou se prolonga, mais ele adquire prontidão, facilidade e precisão; por consequência, menos nós sentimos o esforço ou a impulsão interior que o produz, e menos nós apreciamos o motivo e as combinações que o dirigem.

            É assim que os dedos do musicista que voam sobre o teclado, cujas articulações das mãos quase seguem a rapidez do pensamento, nos parecem obedecer a um puro mecanismo. Entretanto, mesmo admitindo-se a suposição, muito errônea na minha opinião, de que a vontade não tem império sobre os movimentos dessa espécie, ela não deixa de ser sempre seu verdadeiro princípio; não foi a vontade que lhe deu o primeiro impulso, e a mudança que observamos nos efeitos não deve ter existido inicialmente na causa? A influência do hábito sobre a vontade pode, ademais, ser observada diretamente pela consciência, e não é menos real ainda que não haja qualquer efeito exterior.

            Nós nos acostumamos a querer, a se comandar e a comandar os outros, a querer o bem ou a querer o mal. A reflexão, a meditação, os efeitos mais secretos da alma, as virtudes que nos custaram os mais duros sacrifícios se tornaram hábitos; e é por isso que as chamamos virtude: porque atos isolados, que não emanam de uma disposição constante e por assim dizer, inalienável, não constituem o homem de bem. (...) (Parte extraída do significado do temo “habitude”, do Dictionnaire des sciences philosophiques, 2a. Ed. Paris, 1875.)

***

894. Há pessoas que fazem o bem espontaneamente, sem que precisem vencer quaisquer sentimentos que lhes sejam opostos. Terão tanto mérito quanto as que se veem na contingência de lutar contra a natureza que lhes é própria e a vencem?

“Só não têm que lutar aqueles em quem já há progresso realizado. Esses lutaram outrora e triunfaram. Por isso é que os bons sentimentos nenhum esforço lhes custam e suas ações lhes parecem simplíssimas. O bem se lhes tornou um hábito. Devidas lhes são as honras que se costuma tributar a velhos guerreiros que conquistaram seus altos postos. 

“Como ainda estais longe da perfeição, tais exemplos vos espantam pelo contraste com o que tendes à vista, e tanto mais os admirais, quanto mais raros são. Ficai sabendo, porém, que, nos mundos mais adiantados do que o vosso, constitui a regra o que entre vós representa a exceção. Em todos os pontos desses mundos o sentimento do bem é espontâneo, porque somente Espíritos bons os habitam. Lá, uma só intenção maligna seria monstruosa exceção. Eis por que neles os homens são ditosos. O mesmo se dará na Terra quando a Humanidade se houver transformado, quando compreender e praticar a caridade na sua verdadeira acepção.” (Livro dos Espíritos, item 894.)

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