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Virtude, vício

Virtude, vício:

A palavra virtude (virtus, de vir, homem) em sua origem significava apenas a coragem, a qualidade que distingue o homem da mulher, e que se mostra sobretudo na guerra. Depois, como também é preciso força e coragem para resistir à paixão, à tentação do mal, designou-se sob o mesmo nome a prática habitual do bem; para merecer o título de virtuoso, não basta um pequeno número de boas ações, é preciso que tenhamos adquirido a qualidade, isto é, a força necessária para preferir sempre o bem ao mal. É essa força fixada em nós pelo hábito que se chama virtude. O hábito contrário, o de ceder à fraqueza que nos leva ao mal, denomina-se vício. O vício é também uma fraqueza transformada em hábito, que pode existir mesmo na ausência da paixão que nos havia seduzido no início. Os nomes de vício e virtude trazem, pois, sempre a ideia de uma luta; são aplicáveis apenas a seres nos quais o bem e o mal se disputam, e que não chegam ao primeiro senão ao preço de uma vitória, e ao segundo por uma derrota.

A virtude é necessariamente una com o bem. No entanto, como a ideia do bem pode apresentar-se ao nosso espírito sob diversos aspectos, de que resultam muitas classes de deveres, distinguiu-se também muitas virtudes, e mesmo muitas classes de virtudes. A mais antiga e a mais célebre dessas divisões é a das quatro virtudes cardeais. (ver essa palavra). Consultai as Morais de Aristóteles, particularmente a Moral à Nicômaco [ou Ética a Nicômaco]. Para as regras e os fundamentos da virtude, ver os termos Bem, Dever, Moral. (Dictionnaire des Sciences Philosophiques, 2ª ed. Paris, 1875)


Virtudes e vícios segundo a Ciência Espírita

893. Qual a mais meritória de todas as virtudes?

“Todas as virtudes têm seu mérito, porque todas indicam progresso na senda do bem. Há virtude sempre que há resistência voluntária ao arrastamento dos maus pendores. A sublimidade da virtude, porém, está no sacrifício do interesse pessoal pelo bem do próximo, sem segundas intenções. A mais meritória é a que assenta na mais desinteressada caridade.” (O Livro dos Espíritos - Parte Terceira - Das leis morais, cap. XII - Da perfeição moral - As virtudes e os vícios, item 893)

894. Há pessoas que fazem o bem espontaneamente, sem que precisem vencer quaisquer sentimentos que lhes sejam opostos. Terão tanto mérito quanto as que se veem na contingência de lutar contra a natureza que lhes é própria e a vencem?

“Só não têm que lutar aqueles em quem já há progresso realizado. Esses lutaram outrora e triunfaram. Por isso é que os bons sentimentos nenhum esforço lhes custam e suas ações lhes parecem simplíssimas. O bem se lhes tornou um hábito. Devidas lhes são as honras que se costuma tributar a velhos guerreiros que conquistaram seus altos postos.

“Como ainda estais longe da perfeição, tais exemplos vos espantam pelo contraste com o que tendes à vista, e tanto mais os admirais, quanto mais raros são. Ficai sabendo, porém, que, nos mundos mais adiantados do que o vosso, constitui a regra o que entre vós representa a exceção. Em todos os pontos desses mundos o sentimento do bem é espontâneo, porque somente Espíritos bons os habitam. Lá, uma só intenção maligna seria monstruosa exceção. Eis por que neles os homens são ditosos. O mesmo se dará na Terra quando a Humanidade se houver transformado, quando compreender e praticar a caridade na sua verdadeira acepção.” (O Livro dos Espíritos - Parte Terceira - Das leis morais, cap. XII - Da perfeição moral - As virtudes e os vícios, item 894)

913. Dentre os vícios, qual o que se pode considerar radical?

“Temo-lo dito muitas vezes: o egoísmo. Daí deriva todo mal. Estudai todos os vícios e vereis que no fundo de todos há egoísmo. Por mais que lhes deis combate, não chegareis a extirpá-los, enquanto não atacardes o mal pela raiz, enquanto não lhe houverdes destruído a causa. Tendam, pois, todos os esforços para esse efeito, porquanto aí é que está a verdadeira chaga da sociedade. Quem quiser, desde esta vida, ir aproximando-se da perfeição moral, deve expurgar o seu coração de todo sentimento de egoísmo, visto ser o egoísmo incompatível com a justiça, o amor e a caridade. Ele neutraliza todas as outras qualidades.” (O Livro dos Espíritos - Parte Terceira - Das leis morais, cap. XII - Da perfeição moral - O egoísmo, item 913.)

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